Psicologia Análitica e Arteterapia como recurso clínico

Carl Gustav Jung criador da psi. análitica

 

"... a natureza nos servirá de guia, e a função do terapeuta

será muito mais desenvolver os germes criativos
existentes dentro do paciente do que 
propriamente tratá-lo."

- C.G. Jung

 

A Psicologia Análitica Junguiana enfoca nas experiências simbólicas da vida humana visando auxiliar o sujeito a buscar o que Jung chamou de individuação que  refere-se à realização de um maior grau de consciência em relação à totalidade das experiências psicológicas, interpessoais e culturais da pessoa. Junto com Freud, Jung reconheceu a importância das experiências iniciais de vida, e os complexos pessoais que surgem de distúrbios na vida da pessoa todos os quais são encontrados no inconsciente pessoal. A visão particular, de Jung, no entanto, foi seu reconhecimento de que os indivíduos também são influenciados por fatores inconscientes que se encontram fora da sua experiência pessoal, e que têm uma qualidade universal. Esses fatores, que ele chamou de arquétipos, formam o inconsciente coletivo, o que da forma às narrativas mais universais, mitos e fenômenos culturais que moldam o contexto mais amplo da experiência humana. (IAAP disponível em: http://iaap.org/ )

O processo psicoterapico se destina a trazer fatores tanto pessoais quanto coletivos, para a consciência, permitindo que o indivíduo possa ver  claramente quais forças estão em jogo em sua vida. Este é o processo de individuação que tem o objetivo maior de proporcionar ao indivíduo os recursos para moldar sua vida daqui para frente. 

 

Como recurso para auxiliar na busca do auto conhecimento a arteterapia é uma prática terapêutica que se utiliza de diferentes recursos expressivos para facilitar ao sujeito um contato com seu próprio universo imaginário e simbólico, possibilitando, dessa forma, novas descobertas e conhecimento de si mesmo.

 

A utilização das diferentes expressões artísticas facilita o contato com conteúdos inconscientes, propiciando experiências da fase pré-verbal, de modo a permitir a ampliação dos conflitos internos e uma  (re)elaboração dos conteúdos, mesmo que o acesso a estes não se dê a nível da palavra (verbalmente).

Rafael Czarnobai © 2016